10 de janeiro de 2013

História assustada

As vezes quase sempre 
me pego olhando para trás.
Lembrando daqueles dias 
em que eu já não sabia mais.
Mas eu me entregava a abadia 
de todos momentos perfeitos
Dos dias em que me iludia 
e acreditava em nossos desejos.

E sem saber do futuro 
sem nenhum pudor da insanidade 
Me embriagava de você,
sem  ter ideia da verdade. 
Até o ponto em que caí
no velho golpe do amor.
E ao chegar a esse estágio 
me dei conta de que sentira dor.

Dor de não te ter, 
quando eu mais queria ter.
Dor da ilusão!
E de saber que eu não teria você.
Prevendo à distância, 
onde eu já podia ver.
Que nessa estória romântica 
só faltaria você. 

Por que já via a sua vida
se afastando de nós dois. 
Já previa a sua partida 
mesmo antes começar.
Estava escrito nas suas costas, 
o passado a te assombrar.
E junto a isso, lá estava eu 
apaixonado e entregue 
a algo que não era meu. 

E deste fato já tenho provas.
A nossa história já se foi.
Pois assustado está seu rosto, 
diante do novo amor. 
Que eu sei ainda existir, 
lá no fundo da sua alma. 
Mas a vontade é vencida, 
pela sua vida amedrontada. 

Direto de Tandyândia




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