10 de novembro de 2012



Alimento de fumaça

Eu mato os meus pulmões a cada tragada de um cigarro, para ordenar os pensamentos afim de encontrar o equilíbrio perfeito entre a vida e a morte! Pois os dois estão do meu lado, sempre conflitantes e confusos! Sim, eu tenho fantasmas nos meus pulmões, que atendem apenas por um nome: medo! E são eles que me impendem de tomar paços à frente. E sendo intocáveis e invisíveis, mal posso me debater para lutar contra, pois eles são de fumaça vermelha, alimentando-se de sangue lacrimejado pelo coração que chora sangrentas lágrimas que são servidas de alimentos. Porém, mesmo que me desprender desses fantasmas, ainda assim continuaria fumando meus cigarros e vivendo de lembranças e objetivos reais e irreais. Tragaria cada vez que meu coração chorasse novamente, alimentando-os novamente, porém,  rezando para ter a alegria de saber que apesar de ter chorado, a tentativa foi certa, mesmo sem êxito, me alegrando com a certeza de ter vivido para errar e acertar. E sendo assim, acordar no dia seguinte, fumar outro cigarro com outro sentimento, o de alívio e satisfação, não de lamentação ao burro coração. E assim sorrir para o dia seguinte, pois vivo de força e foco. E fantasmas não vivem, eu sim!

Direto de Tandylândia 

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