29 de maio de 2019

A casa da Jibóia rosa


No cantinho da fronteira
Purpurina flutuava 
Bala de menta e cachoeira 
Ardente bafo de balada 

Gosto de saliva 
Simples gesto de carinho 
Som de gente que deseja 
Singelo prato de caminho

Perfume, massa e flor 
Lá no alto aquela casa 
Sobe o medo e terror 
Capatas cara amarrada 

Cheiro forte de queimada 
Grito forte de horror
Medo treme essa casa
Homem branco que chegou 

Magia que nunca morre 
Nem feitiço de Mãe Rute 
Simples regra desta côrte 
"Aqui se faz, aqui discute."

Foi macumba da boa 
Essa que ela fez 
Transforma branco em lagartixa
E madame em perereca 

Devolve o ódio dessa gente 
E transmuta a opressão 
Sugere riso e alegria 
Transforma dor em gratidão

De macinho se ergueu
Castelo, cor, brilho e luz 
Estrela viva lá no céu 
Jibóia Rosa
Renasce, seduz. 

0 comentários:

Postar um comentário

Quem sou eu

Minha foto
Pequenos poemas de uma ex-criança.
Tecnologia do Blogger.

Seguidores