26 de dezembro de 2011



É perturbador olhar para si mesmo 
e encontrar um paradoxo.
Onde as trincheiras opostas 
travam guerra de desejo, sangue e ossos.
E de uma maneira catastrófica,
deixa trágicas fissuras. 
Onde não é difícil comparar 
com as nossas singelas duvidas.
Entre o brutal e satisfatório desejo, 
ou, o fiel e molenga amor.
Duas vertentes tão interligadas 
causadora de tanta dor.

E es que um susto me desperta
e me vejo ao paredão.
 Com duas armas apontadas  
ordenando uma decisão:
Respeite o sentimento 
e deixe sua vontade no chão.
-OU ENGULA TUDO À SECO 
E VOMITE SEU CORAÇÃO!


Esnobar a minha vontade 
e da chance ao paraíso?
Ou ser fiel ao meu extinto 
e ignorar um bom sorriso?
É dessa guerra inesgotável 
o cotidiano do meu ser.
Cenário desse campo de guerra 
entre o "ser" e "pertencer".



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