É perturbador olhar para si mesmo
e encontrar um paradoxo.
Onde as trincheiras opostas
travam guerra de desejo, sangue e ossos.
E de uma maneira catastrófica,
deixa trágicas fissuras.
Onde não é difícil comparar
com as nossas singelas duvidas.
Entre o brutal e satisfatório desejo,
ou, o fiel e molenga amor.
Duas vertentes tão interligadas
causadora de tanta dor.
E es que um susto me desperta
e me vejo ao paredão.
Com duas armas apontadas
ordenando uma decisão:
Respeite o sentimento
e deixe sua vontade no chão.
-OU ENGULA TUDO À SECO
E VOMITE SEU CORAÇÃO!
Esnobar a minha vontade
e da chance ao paraíso?
Ou ser fiel ao meu extinto
e ignorar um bom sorriso?
É dessa guerra inesgotável
o cotidiano do meu ser.
Cenário desse campo de guerra
entre o "ser" e "pertencer".

