29 de maio de 2019

A casa da Jibóia rosa


No cantinho da fronteira
Purpurina flutuava 
Bala de menta e cachoeira 
Ardente bafo de balada 

Gosto de saliva 
Simples gesto de carinho 
Som de gente que deseja 
Singelo prato de caminho

Perfume, massa e flor 
Lá no alto aquela casa 
Sobe o medo e terror 
Capatas cara amarrada 

Cheiro forte de queimada 
Grito forte de horror
Medo treme essa casa
Homem branco que chegou 

Magia que nunca morre 
Nem feitiço de Mãe Rute 
Simples regra desta côrte 
"Aqui se faz, aqui discute."

Foi macumba da boa 
Essa que ela fez 
Transforma branco em lagartixa
E madame em perereca 

Devolve o ódio dessa gente 
E transmuta a opressão 
Sugere riso e alegria 
Transforma dor em gratidão

De macinho se ergueu
Castelo, cor, brilho e luz 
Estrela viva lá no céu 
Jibóia Rosa
Renasce, seduz. 
26 de outubro de 2013

Dança das moléculas

Aprender dói? Dói sim!
Então se dói, é porque de instáveis moléculas somos feito!
É que mesmo não enxergando
toda a eletricidade do toque,
eu sinto meu corpo responder ao invisível.
Então que dança é essa que não se pode coreografar?
Que ritmo me ponho a não conseguir dançar?
E de quantas lições dos bailes das moléculas,
precisarei para aprender?
Só sei que o infinito do corpo
não está no limite de eu e você!
8 de março de 2013



Das nuvens desse mundo!



5 de março de 2013


Canções que não dediquei


Não sei como as coisas andaram, 
pois nem ao menos consigo lhe dizer um "bom dia".
Acordo e olho para o lado
 vendo o mesmo vazio que ontem existia.

Queria apenas te ver com felizes sorrisos ,
no sossego do café da manhã.
Acordar, beijar, e um cigarro fumar,
e só assim, depois acordar e viver

Então porquê, nem cartas de amor eu consigo mais lhe escrever,
se toda minha imaginação estava em você.
E agora um vazio restou.
Nem dedicar todas aquelas lindas canções.
Pois antes eu tinha  mil inspirações,
só de olhar um sorriso seu.

Nem ao menos a sua voz eu posso melodiar
 e construir aquela nossa canção.
Pois entre nós a melodia está desafinada,
como as cordas de um velho violão.

Direto de Tandylândia

Inspiração dos céus

Sim o céu chorou,
e entre as nuvens se escondeu
Tristeza do céu desceu,
congelando os passos do cotidiano
e lavando as ruas com frieza 
tirando da noite toda sua beleza
e trazendo para todos uma suja inspiração
Praticada e vivida 
pelo desfrute da solidão 
Reaproveitando as idiotas 
as ideias do coração 
Transformando e fazendo 
a acescência  de uma canção
Que de tanto cantada
se abala e fica cansada
Das noites sozinhas de chuva
repleta de saudade e frio 
porém, é à noite que as crio.

Direto de Tandylândia
10 de janeiro de 2013

História assustada

As vezes quase sempre 
me pego olhando para trás.
Lembrando daqueles dias 
em que eu já não sabia mais.
Mas eu me entregava a abadia 
de todos momentos perfeitos
Dos dias em que me iludia 
e acreditava em nossos desejos.

E sem saber do futuro 
sem nenhum pudor da insanidade 
Me embriagava de você,
sem  ter ideia da verdade. 
Até o ponto em que caí
no velho golpe do amor.
E ao chegar a esse estágio 
me dei conta de que sentira dor.

Dor de não te ter, 
quando eu mais queria ter.
Dor da ilusão!
E de saber que eu não teria você.
Prevendo à distância, 
onde eu já podia ver.
Que nessa estória romântica 
só faltaria você. 

Por que já via a sua vida
se afastando de nós dois. 
Já previa a sua partida 
mesmo antes começar.
Estava escrito nas suas costas, 
o passado a te assombrar.
E junto a isso, lá estava eu 
apaixonado e entregue 
a algo que não era meu. 

E deste fato já tenho provas.
A nossa história já se foi.
Pois assustado está seu rosto, 
diante do novo amor. 
Que eu sei ainda existir, 
lá no fundo da sua alma. 
Mas a vontade é vencida, 
pela sua vida amedrontada. 

Direto de Tandyândia




10 de novembro de 2012



Alimento de fumaça

Eu mato os meus pulmões a cada tragada de um cigarro, para ordenar os pensamentos afim de encontrar o equilíbrio perfeito entre a vida e a morte! Pois os dois estão do meu lado, sempre conflitantes e confusos! Sim, eu tenho fantasmas nos meus pulmões, que atendem apenas por um nome: medo! E são eles que me impendem de tomar paços à frente. E sendo intocáveis e invisíveis, mal posso me debater para lutar contra, pois eles são de fumaça vermelha, alimentando-se de sangue lacrimejado pelo coração que chora sangrentas lágrimas que são servidas de alimentos. Porém, mesmo que me desprender desses fantasmas, ainda assim continuaria fumando meus cigarros e vivendo de lembranças e objetivos reais e irreais. Tragaria cada vez que meu coração chorasse novamente, alimentando-os novamente, porém,  rezando para ter a alegria de saber que apesar de ter chorado, a tentativa foi certa, mesmo sem êxito, me alegrando com a certeza de ter vivido para errar e acertar. E sendo assim, acordar no dia seguinte, fumar outro cigarro com outro sentimento, o de alívio e satisfação, não de lamentação ao burro coração. E assim sorrir para o dia seguinte, pois vivo de força e foco. E fantasmas não vivem, eu sim!

Direto de Tandylândia 

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